sábado, 12 de setembro de 2009

Emitindo sons não articulados em palavras



Pego um violão
dedilho acordes
acordes que dizem
tudo que quero dizer
mas eu mesmo
não posso

Toco as palavras de amor
de raiva,de desejo
nesse mundo da musica
posso voar
posso andar nua
posso ser eu
posso ser sua
pq a musica não se importa

Na batida do meu som
digo para vc
que te quero sempre

Digo sobre os terminais de trem
digo do cafe
do trabalho
da boemia
de um novo alguem

Digo palavras sem sentido
em fa,sol , la, si, do
te tirou
do serio
digo no meu grito
grito que digo que te toco

Nesse violão toco ideias
troco emoções
ninguem me ve
ninguem pode me ouvir

No meu som
ouço a distancia
na nossa distancia
distante meu som
te alcança

Não renegue essa distancia
pois foi ha distancia que nos encontramos

Deixa eu dedilhar
o que penso de você
que o som que emitir
ira onde vc esta

Te beijara
durmira com vc
e te dira
tudo que eu quero te dizer
se parar e ouvir
este som meio
distorcido
sem refrão nem sentido

Veras que bato a sua porta
esperando um sorriso
e um abrigo no seu violão

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